dijous, 19 / novembre / 2009

Acção de solidariedade com Amadeu Casellas em Lisboa

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Na noite de 12 de Novembro foi levada a cabo uma acção de solidariedade com o preso anarquista Amadeu Casellas Ramon à porta do cinema S.Jorge, em Lisboa, na sequência do primeiro dia do Ciclo de Cinema Espanhol que aí teve lugar, organizado pela embaixada de Espanha.
Vários companheiros estiveram à porta do referido cinema a distribuir panfletos que visam divulgar a situação desumana em que Amadeu se encontra, por denunciar diversos casos de violência e corrupção nas prisões catalãs. É este um tipo de situação que se vive diariamente em todas as prisões do mundo ou num mundo em que existem prisões.

Panfleto distribuído:

Liberdade Imediata
para Amadeu Casellas!

Amadeu Casellas Ramon é um militante anarquista espanhol encarcerado há mais de 23 anos por ter tomado parte numa série de assaltos a bancos com o objectivo de financiar lutas anarquistas e operárias na Espanha dos anos 70.

Por denunciar os abusos que ocorrem quotidianamente no interior do sistema prisional espanhol, e que incluem corrupção, violência sobre prisioneiros, mortes em situações pouco claras, assim como casos de tortura, Amadeu, que pertenceu, nos anos 80, à COPEL (Coordenadora de Presos em Luta), tem sido alvo de uma repressão adicional por parte do sistema carcerário, assim como de ameaças frequentes, tendo sido, por diversas vezes, submetido ao chamado “Primeiro Grau”, ou seja, o regime de isolamento, e sujeito a transferências constantes.

Apesar de, segundo a lei espanhola, ele ter direito à libertação imediata, visto que já foram transcorridos mais de três quartos da pena e que o tempo efectivo de prisão já superou, inclusive, o máximo permitido por lei (20 anos), Amadeu continua detido.

Em face desta situação, Amadeu Casellas tem-se visto forçado a fazer uso, por diversas vezes, da mais drástica forma de protesto a que um preso pode recorrer: a greve de fome. Em 2008, após uma greve de fome que se arrastou durante 77 dias, as autoridades acederam a dar início ao processo de libertação, que passaria por diversas fases até culminar numa saída precária de três dias, durante a qual Amadeu procuraria encontrar trabalho, podendo de seguida solicitar a aplicação do Artigo 100.2, que lhe permitiria uma saída diária para trabalhar, regressando todas as noites à prisão. Seguir-se-ia a esta fase a liberdade condicional. Este processo, contudo, foi bloqueado sem que houvesse para isso uma justificação satisfatória e consistente por parte das autoridades.

Em resposta à repressão sofrida após ter escrito um comunicado em que identificava algumas pessoas envolvidas em casos de corrupção nas prisões catalãs e exigindo a liberdade, Amadeu deu início a uma nova greve de fome, a 15 de Julho deste ano. Esta greve de fome prolongou-se até 21 de Outubro último, terminando por razões de saúde que inviabilizavam, sob risco de vida, o seu prosseguimento.

Apesar de se encontrar bastante magro e enfraquecido, Amadeu está a recuperar bem e demonstra-se disposto a prosseguir, uma vez mais e enquanto for necessário, a luta até conseguir a sua liberdade. Estamos aqui para demonstrar, tal como tantos outros companheiros e companheiras o fizeram em diversas ocasiões, um pouco por todo o mundo, a nossa solidariedade e apoio à luta do anarquista Amadeu Casellas.

Mais informação em: http://llibertatamadeu.blogspot.com/

dimecres, 18 / novembre / 2009

IX Jornades llibertàries a Cornellà, del 4 al 9 de desembre

dimarts, 17 / novembre / 2009

Mostres de solidaritat amb l'Amadeu Casellas a Molins



diumenge, 15 / novembre / 2009

Entrevista con Gabriel Pombo da Silva

Entrevista con Gabriel Pombo da Silva, anarquista preso en Alemania, realizada por la radio flora de Hannover (Alemania).

www.radioflora.de/audio//international/entrevista%20con%20Gabriel%20Pombo.mp3

www.radioflora.de/index.php?article_id=122entrevista+con+Gabriel+Pombo.mp3


Amadeu Casellas o el silenciament de la rebel·lia

Una de les qüestions més notòries que ha acompanyant en el temps les accions de protesta de Amadeu Casellas és el silenci cruel que han guardat sobre elles els mitjans de comunicació en general i la premsa generalista en particular. El pres ha hagut de mantenir dues llargues vagues de fam -i el seu grup de suport ha hagut de radicalitzar la protesta tallant l’accés a la ciutat de Barcelona o ocupant una emissora de ràdio- perquè, finalment, alguns mitjans es dignessin a donar fe de la situació a l’opinió pública. Altre silenci còmplice -i no menys cruel- és el dels partits i grups d’esquerra que han optat per mirar cap a un altre costat, com sempre solen fer a l’hora d’encarar qualsevol qüestió que provingui del món de les presons: és el tema tabú per antonomàsia.

També ha estat notori el fet que la consellera de Justícia, Montserrat Tura, hagi donat senyals de vida i hagi donat les seves opinions només a partir del moment que se li presentessin signatures de suport al pres avalades per la “posició social” de persones provinents d’àmbits professionals o culturals. O que un diputat d’ERC, Joan Tardà, reclamés atenció al cas.

Entre els arguments adduïts per la consellera perquè l’intern segueixi “pagant amb la seva privació de llibertat” (sic), trobem “la seva conducta inadequada, que acumula 35 expedients disciplinaris” (sic). I és que, precisament, si alguna cosa distingeix a Amadeu Casellas és el seu esperit de rebel·lia, mostrat en el seva actitud constant de denúncia de la realitat del sistema penitenciari. Aquesta rebel·lia – qui és la mateixa que, durant la dècada de 1970, emanava de la COPEL (Coordinadora de Presos en Lluita) amb la qual el propi Amadeu es va iniciar en la seva experiència carcerària- és la que el sistema necessita ocultar a força de silenci.

Per això, és important percebre la lluita de Amadeu Casellas no només com el crit desesperat i individual d’un dels presos més antics de les presons catalanes, sinó com un pres que amb la seva rebel·lia permanent simbolitza el sofriment dels altres.

En aquest sentit, doncs, donar suport a Amadeu Casellas ha de ser, també, transcendir la seva pròpia persona i estendre el suport cap a aquells estan que es troben en la mateixa situació. És la millor manera de trencar el silenci perquè la societat benpensant miri de cara “aquestes tombes de pedra sobre les quals s’escriu Casa de correcció i que els mateixos carcellers diuen Cases de corrupció”. Així va veure les presons Kropotkin l’any 1887 i així podem veure-les en l’actualitat.

Alfonso López Rojo

Setmanari Directa, núm. 160, novembre de 2009

http://www.setmanaridirecta.info/

[Fotos] Concentració per la llibertat inmediata per l'Amadeu Casellas a Molins


Article de Matthew Tree a l'Avui

Clickar imatge per llegir l'article.